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Câncer de pele é tema de vídeo lançado pela UFRJ

O vídeo de animação “Memórias de minhas pintas tristes” , que visa conscientizar o público sobre os perigos da exposição solar sem proteção, foi produzido pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia da UFRJ e está disponível no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=dhOD1rPhGkY&feature=feedu.

Este video faz parte de uma quatrilogia de vídeos sobre prevenção do câncer. Neste vídeo, a história começa com dois jovens conversando na praia, e suas respectivas “pintas” se entreolham, iniciando também um bate-papo. Este é o mote para mostrar ao público as diferenças entre uma “pinta” normal e um câncer de pele, que requer tratamento imediato.

As ideias para o vídeo surgiram em uma pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Divulgação com jovens banhistas de três praias do Rio (Ipanema, Barra da Tijuca e Flamengo). Mais de 800 frequentadores foram entrevistados e viu-se que 20% deles não usam filtro solar e 52% usam apenas quando vão à praia. Apenas 10% dos entrevistados fazem uso do filtro solar diariamente, o que é considerado ideal.

Quando os banhistas que não aplicam protetor solar foram perguntados sobre as razões que os fazem deixar de usar, 307 responderam que esquecem, e 152 afirmam que o protetor dificulta o bronzeamento. Apenas 27 afirmaram não possuir condições financeiras para comprá-lo. Os horários que os banhistas mais frequentam a praia são os de índice UV mais elevado, entre 10h e 16h (77%).

Ao serem perguntados sobre as características de uma pinta cancerosa, a maioria não soube responder (415 pessoas). Entre os entrevistados, 13% já tiveram algum familiar com câncer e, destes, 88% usam filtro solar com fator a partir de 15, mas 40% não aplicaram o protetor no dia da entrevista.

Curiosamente, 74% dos entrevistados apresentam índices preocupantes de queimaduras solares (ficam vermelhos e descascam), mas este índice é menor entre quem não usa protetor. Ou seja, existe aí o chamado “paradoxo do protetor solar”: quem passa mais, se queima mais.

Dos quatro filmes, este e mais dois: “Jogo de uma morte anunciada” (sobre os riscos do cigarro), “O amor em tempos de HPV” (que aborda o vírus do Papiloma Humano) fazem parte da tese de doutorado de Marina Verjovsky, defendida em 2014 no Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da UFRJ. Este projeto contou com apoios da Fundação do Câncer, da Faperj e do CNPq.

http://www.oncobiologia.bioqmed.ufrj.br/noticias_onconews_detalhes.asp?id=465 

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